Review: Dirty Games da banda Crossfire

Um dos discos que mais me surpreendeu positivamente nos últimos tempos vem de um país sem tradição nenhuma em termos de hard rock. De Israel, saiu a banda Crossfire, que em 2007 lançou seu disco de estreia chamado Dirty Games.

Com atitude e um excelente trabalho, a banda apresentou um disco de primeira linha, que sem sombras de dúvidas foi um dos melhores de 2007. A banda foi formada em 2000 por Rikki Reckless (vocais) e Jessy Bullet (guitarras). Juntaram-se a eles o tecladista Terry Taragano, o baixista A.C Black e o baterista Sticky Stix.

O disco já começa com a espetacular Heartbreaker. Com teclados e guitarras de primeira linha, a banda tem um toque de sleaze, que vai te fazer lembrar de Crashdiet e bandas similares. E esta semelhança se dá principalmente por conta do vocal rasgadão de Rikki Reckless.

A segunda faixa é Feel The Heat (Tonight), que apesar de não ser tão boa como a primeira música, é muito rica na parte instrumental em que você percebe a qualidade dos músicos. Chega então outra música sensacional: Never Give It Up, que além da letra cativante, traz ritmo, solo e refrão animais.

E fugindo do sleaze tradicional, a banda chega com All I Need: uma balada que começa com um violão e teclado de fundo. No começo, a música nem parece nada de especial, mas quando chegam o bridge e o refrão e a música vai se encorpando, prepare-se para fortes emoções. Que refrão absurdo! A quinta música é Dirty Game, que traz você de volta aos anos 80. Um hard rock alegre, com refrão e backing vocals totalmente característicos da época. Ah, que saudade dos anos 80!

Running Away começa a segunda metade do disco e é outro destaque. Começa com os teclados e é uma música muito melódica, com um refrão grudento e pegajoso, que fica na sua cabeça: “Remember the nights, those summer nights, when life was good and love seemed right, you’re tearin’ my heart, you know that you do, I’m running away from you , I’m running away from you”. O solo desta música também é de chorar (de tão bom que é, é claro)!

A sétima canção é Show Me The Way. Outra música melódica, alegre, com backing vocals no bridge e refrão perfeitos! Rock It chega como a oitava faixa e é outra música bem característica dos anos 80, que defino como um hard rock afinadíssimo.

Para a parte final ficaram: T.K.O. e Heaven Is Waiting. A primeira delas é uma música instrumental, com cara de heavy metal. Já a segunda é melódica, com versos e bridges de primeira, mas com um refrão e parte final da música que ficam um pouco abaixo das demais.

No geral, só posso elogiar este disco. A banda trouxe um disco com um leve toque de sleaze ao mesmo tempo em que os teclados chegam matadores. Outro ponto positivo do disco fica para o trabalho do guitarrista Jessy Bullet. Para a minha alegria, Crossfire soube trazer os anos 80 de volta. Haja feeling para estes músicos.

Crucified Barbara: meninas também sabem tocar

Um dos discos que mais me chamou a atenção neste ano foi o segundo álbum (‘Til Death Do Us Part) do quarteto feminino Crucified Barbara. A banda sueca é formada por: Mia Coldheart nos vocais e guitarras, Klara Force nas guitarras, Ida Evileye no baixo e Nicki Wicked na bateria.

Neste álbum, a banda apresentou um som mais pesado e contou com Mats Leven (vocalista que passou por Treat, Swedish Erodica e Dogface) na produção. Para alguns, este disco chega a ser heavy metal, mas em minha opinião o disco é um hard mais pesado e em alguns momentos as guitarras me fazem lembrar de outra banda sueca Crashdiet (que toca sleaze).

Os destaques do disco ficam para Sex Action, Killer On His Knees, Can’t Handle Love, Pain And Pleasure, Creatures e Danger Danger. As outras músicas também são boas e no geral o álbum merece pelo menos uma nota oito.

Hardcore Superstar de álbum novo e visita ao Brasil

A banda sueca Hardcore Superstar é mais uma destas bandas do movimento sleaze, que considero uma das variações do hard rock. Os amantes de hard que são mais conservadores, não gostam do estilo. Estes mais conservadores consideram o sleaze um som mais parecido com punk. De certa forma concordo, mas sou um dos adoradores de sleaze.

O sleaze é um som mais agressivo e pesado que o hard rock tradicional. As músicas são mais rápidas e quase todas as bandas deste estilo não se utilizam de teclados. Atualmente, tenho visto muitas bandas da Suécia tocando este som e além do Hardcore Superstar, temos o excelente Crashdiet, Crazy Lyxx, Vains Of Jenna e Backyard Babies. Outras bandas como Swedish Erotica, Wig Wam (Noruega) e as mais famosas Britny Fox e Cinderella, acabam mesclando sleaze com o hard tradicional.

No começo de junho, a banda HCSS lançou o álbum Beg For It. E o achei sensacional, assim como seus dois últimos discos Dreamin’ In A Casket de 2007 e Hardcore Superstar de 2006. Gosto bastante das guitarras, dos vocais e da batida presentes nas músicas da banda.

O melhor disso tudo, é ver no site da banda que em novembro eles deverão se apresentar em São Paulo. Terei de me agendar e dar um jeito de estar lá. E fica aqui, o último clipe da banda.