New Religion, o novo disco da banda Crazy Lixx

Na última sexta-feira foi lançado na Europa o segundo álbum da banda Crazy Lixx, intitulado de New Religion. Loud Minority, o primeiro play desta banda, foi lançado em 2007 e teve uma levada bem mais sleaze do que este novo disco, que está muito mais melódico e consistente.

O produtor de New Religion foi Chris Laney, que lançou no ano passado o excelente trabalho solo Pure e que produziu o petardo Bring The Thunder, álbum de estreia da banda Dynazty.

Neste disco, o vocalista Danny Rexon me fez lembrar (e muito) do alemão Michael Bormann, ex Jaded Heart. Além de Rexon, formam a banda o guitarrista Andy Dawson, o baixista Loke Rivano e o baterista Joél Cirera.

Rock And A Hard Place abre o disco em grande estilo. E é esta fórmula que se percebe no disco como um todo: refrões marcantes, instrumentos muito bem tocados e produção de primeiríssima qualidade. A segunda música é My Medicine e foi uma das que mais me surpreendeu, tendo em vista que esta canção é totalmente a cara de Def Leppard e não esperava isso de uma banda que começou com fortes tendências do sleaze.

21 ‘Til I Die é a terceira faixa e já tem muito mais de Crashdiet, ao mesmo tempo em que o refrão traz os backing vocals que faziam as bandas dos anos 80. Blame It On Love chega em sequência e mantém o nivel do disco lá em cima, conforme vocês podem ver no vídeo abaixo.

Em Road To Babylon destaque mais uma vez para o excelente trabalho das guitarras de Andy Dawson, que neste disco substituiu o guitarrista Vic Zino que foi para o Hardcore Superstar. Children Of The Cross é uma semi-balada e que chega para mostrar o quanto a banda está afiada. Em The Withcing Hour, é totalmente visível a produção de Chris Laney, pois esta música é a cara do que ele fez no seu disco solo.

Lock Up Your Daughter é totalmente hair metal dos anos 80 e She’s Mine é a música seguinte, que ficou devendo se comparada com as antecessores. Chega então What Of Our Love, a balada do disco que ficou simplesmente sensacional. Foi escutando esta canção que lembrei instantaneamente de Michael Bormann.

Para não dizer que o disco é perfeito, o disco traz a música instrumental Desert Bloom, de apenas 45 segundos e que não precisava estar ali. Para fechar, chega então Voodoo Woman, que fecha o disco em grande estilo e que faz de New Religion um dos destaques deste ano até agora.

Mama Kin e o álbum In the City

Mama Kin é mais uma banda sueca promissora. O nome da banda é uma homenagem ao Aerosmith, que lançou a música Mama Kin em seu primeiro disco (de 1973) e que teve uma versão gravada pelo Guns ‘N Roses no disco GN’R Lies de 1988.

O que me chamou muito a atenção neste disco (além das boas músicas), é que o vocalista e guitarrista Ward me fez lembrar de Paul Stanley do KISS. Claro que você irá perceber que não se trata de Paul cantando, mas não há como negar que esta voz talvez seja a mais parecida com a voz de “The Starchild”. Completam a banda o guitarrista Elias, o baixista Jon e baterista Edwin.

Mama Kin toca um sleaze mais melódico do que as bandas deste estilo tradicionalmente tocam. E talvez por este motivo, esta banda tenha tido uma melhor aceitação pelos tradicionais e exigentes fãs de hard rock (já que muitos fãs de hard não curtem sleaze). Ainda assim, vi muitos apreciadores de hard reclamarem do vocal da banda, mesmo que ele tenha a cara de Paul Stanley.

Apesar de In The City ter sido lançado em maio de 2009, tive acesso a este disco apenas no final de janeiro deste ano. E confesso que gostei bastante deste trabalho. Até agora, os singles deste disco são In The City e Superman e de todas as músicas do álbum, apenas a última não me agradou.

01. Badge And A Gun
02. In The City
03. You Belong To Me
04. Mrs. Operator
05. Higher & Higher
06. Too Much
07. Fortune & Fame
08. Superman
09. You
10. Champagne, Chicks, And Rock N’ Roll

Coup De Grace, o novo disco da banda sueca Treat

Treat é uma das minhas bandas prediletas. Sua carreira teve um grande hiato entre 1992 e 2006, mas ainda assim a banda deixou grandes trabalhos durante a década de 80.

Como muitas outras bandas de hard rock e AOR, Treat se reuniu e prepara um novo lançamento para os seus ansiosos fãs. Coup de Grace chegará em 19 de março na Europa e pelo que já é possível escutar, preparem-se para mais um grande trabalho.

A formação atual da banda é: Robert Ernlund (vocal), Anders Wikstrom (guitarra), Patrick Appelgren (guitarra/teclado), Jamie Borger (bateria) e Nalle Pahlsson (baixo). Antes de colocar as músicas deste novo disco, vamos relembrar alguns clássicos dos discos anteriores.

Do disco Scratch And Bite de 1985, saíram Get You On The Run, We Are One e Too Wild. Vale lembrar que a banda fez uma nova versão de Get You On The Run no disco Organized Crime e que na minha opinião, ficou melhor do que a original que aqui está.

Pleasure Principle foi lançado em 1986 e já traz mais clássicos do que o antecessor: Strike Without Warning, Waiting Game, Rev It Up, Ride Me High, Caught In The Line Of Fire e Take My Hand.

O disco Dreamhunter de 1987 é um verdadeiro clássico. Todas as músicas são fantásticas e este é um disco que recomendo de olhos fechados para qualquer fã de hard rock que não conhece esta banda. As músicas mais famosas deste disco são: Sole Survivor, World Of Promises, Outlaw e You’re The One I Want. Além destas, também recomendo Dancing On The Edge, One Way To Glory e Take Me On Your Wings.

Em 1989 é lançado Organized Crime, que considero tão bom quanto o disco anterior. Destaques para: Conspiracy, Mr. Heartache, Ready For The Taking, Party All Over e a nova versão de Get You On The Run.

No ano de 1992, a banda lançou o disco Treat, que teve como vocalista Mats Leven. Neste álbum, o som é um pouco diferente dos antecessores (com alguns toques de sleaze em algumas das músicas). De qualquer forma, é um disco que adoro tanto quanto os outros, aonde destacam-se: Dog Day Comin’ Down, Poor Man, Learn To Fly, Justice e Blood Sweat And Love.

Em 2006, a banda se reuniu e lançou a coletânea Weapons Of Choice, aonde saíram os clássicos da banda acompanhados de três grandes canções inéditas: Go, I Burn For You e Still In Heaven.

O disco Coup de Grace preenche então um hiato de 18 anos. Existem quatro músicas que já possuem samples e minha reação ao escutá-los foi de alegria e empolgação. Se o álbum mantiver o nível destas quatro canções, um dos melhores disco de 2010 está para chegar.

We Own The Night é simplesmente fantástica, muito melódica e com um refrão absurdo, enquanto que A Life To Die For é uma das melhores baladas que escutei nos últimos tempos. A entrada de Paper Tiger me faz lembrar um pouco de I Burn For You, porém com um refrão mais melódico. Roar tem bastante toques da modernidade em seu início, mas no refrão a banda mostra como se faz uma música moderna sem perder a essência do hard rock.

01 – Prelude – Coup De Grace
02 – The War Is Over
03 – All In
04 – Paper Tiger
05 – Roar
06 – A Life To Die For
07 – Tangled Up
08 – Skies Of Mongolia
09 – Heaven Can Wait
10 – I’m Not Runnin’
11 – No Way Without You
12 – We Own The Night
13 – All For Love
14 – Breathless