Blue Blud: para quem curte Bon Jovi das antigas

Você, assim como eu, gosta de Bon Jovi dos anos 80? Se a resposta for sim, existe um disco que você tem que escutar: The Big Noise, dos britânicos da banda Blue Blud, lançado em 1989. No começo da carreira, a banda esteve em turnê com Tygers Of Pan Tang, Shy e Faith No More.

Esta banda, formada em 1986 teve outro lançamento, chamado Universal Language de 1991, mas que não chega nem a fazer sombra ao brilhante lançamento de estreia de Blue Blud.

Com muitos teclados, melodias absurdas e com um vocalista que mesmo sendo inferior ao Jon Bon Jovi, vai te fazer lembrar dele, o disco The Big Noise é simplesmente fantástico. A formação da banda era: Phil Kane (vocais), Mark Sutcliffe (guitarras), Dave Crawte (baixo), Rob Ariss (teclados) e Paul Sutcliffe (bateria).

O disco já começa detonando e a primeira música é One More Night (uma das melhores). Que refrão e que backing vocals. Isso é um Bon Jovi escrito, muito bem ‘copiado’. Em sequência, chega a matadora Running Back. Nesta música, os teclados são grande destaque.

Continuando o excelente nível das primeiras canções, chegam então Don’t Turn Out The Light e Love Grows Wild. A primeira delas traz um excelente trabalho das guitarras e novamente um refrão com backing vocals ‘a la’ Bon Jovi em seus dois primeiros discos. Já em Love Grows Wild, os teclados voltam a se destacar e o ritmo e refrão são muito agradáveis.

Never Rains In England é a quinta faixa e outro destaque, uma das melhores deste disco. Não encontrei o vídeo original dela, mas uma versão anterior que saiu no EP Liquor And Poker de 1987. Neste vídeo, o vocalista não é Phil Kane e a música está muito mais para AOR do que para hard rock. Prefiro a versão que saiu em The Big Noise, mas o vídeo já vai te dar uma ideia da grandiosa música que é Never Rains In England.

A sexta música é Secret Lover e uma das mais fracas do disco, que não tem o brilho das que a antecederam. Em My Idea Of Heaven e I Can’t Wait, a banda volta a trazer outras músicas de qualidade, principalmente na segunda delas. Como este tecladista é bom!

Para fechar o disco, chegam Night Time City e Road To Ruin. A primeira delas é mais melódica, enquanto que a segunda é um hard rock mais tradicional. Sem o brilho das anteriores, o disco termina um pouco abaixo da média.

No geral, The Big Noise é um excelente disco. Como quase todos os disco, tem algumas ‘fillers’, mas as melhores músicas são simplesmente perfeitas e merecem atenção. Pena que na sequência a banda lançou um disco tão inferior e por conta disso, acabou sumindo do mapa.

TNT e Tony Harnell: combinação perfeita

Um dos vocalistas que está entre os meus favoritos é Tony Harnell. O americano que tem uma das vozes mais agudas do hard rock foi o principal vocalista da banda norueguesa TNT entre 1987 e 2005.

A banda, que teve dois lançamentos antes de Harnell, começou a chamar a atenção a partir da entrada de Harnell na banda. Vale lembrar também que o fundador da banda é o técnico e excelente guitarrista Ronnie Le Tekro. Além deles, quem passou boa parte do tempo com o TNT foi o baixista Morty Black e o baterista Diesel Dahl.

O primeiro disco com a participação de Harnell é o Tell No Tales. E foi deste disco que saiu a grande canção 10.000 Lovers, um dos maiores hits da banda. Além dela, destacam-se também Listen To Your Heart, Northern Lights, Everyone’s A Star e As Far As The Eye Can See.

No ano de 1989 saiu o disco Intuition, outro clássico da banda. Neste disco se encontram as grandes canções Tonight I’m Falling, Intuition, Forever Shine On, Learn To Love e Take Me Down (Fallen Angel).

Em 1992 saiu o disco Realized Fantasies, que considero um pouco inferior aos dois antecessores, mas que tem como pontos altos as músicas: Downhill Racer, Hard To Say Goodbye, Lionheart, Rain e Mother Warned Me.

Após uma coletânea e dois discos ao vivo, saiu em 1997 o disco Firefly, aonde a banda mudou consideravelmente seu som. Quando você escuta este álbum, surge aquela questão: será que a banda que toca neste disco é da mesma que conheci anteriormente? Ainda assim, posso dizer que gostei das seguintes músicas: Month Of Sundays, Tripping, Soldier Of The Light e Daisy Jane.

O disco Transistor que saiu em 1999, traz as boas No Such Thing, Wide Awake, The Whole You’re Inn e Mousetrap.

E em 2004, a banda volta com um dos melhores discos daquele ano. My Religion é um daqueles discos em que todas as canções se destacam e que deve estar na coleção de todos os fãs de hard rock. Lonely Nights, She Needs Me e Live Today são grandes músicas, mas como disse anteriormente, o disco todo é excelente.

All The Way To The Sun é o último disco do TNT que conta com Harnell nos vocais. E este disco já não chega aos pés do My Religion, mas como sempre, a banda traz boas canções, aonde ficam em evidência The Letter, Save Your Love, Too Late e Sometimes.

Após este álbum, a banda lançou outros dois discos (The New Territory e Atlantis) com o vocalista Tonny Mills, que fora vocalista da banda britânica Shy. Não escutei ambos, uma vez que pelos comentários os álbuns são terríveis. É uma pena, pois adoro os discos do Shy e não esperava comentários tão ruins dos fãs de hard rock.