Coup De Grace, o novo disco da banda sueca Treat

Treat é uma das minhas bandas prediletas. Sua carreira teve um grande hiato entre 1992 e 2006, mas ainda assim a banda deixou grandes trabalhos durante a década de 80.

Como muitas outras bandas de hard rock e AOR, Treat se reuniu e prepara um novo lançamento para os seus ansiosos fãs. Coup de Grace chegará em 19 de março na Europa e pelo que já é possível escutar, preparem-se para mais um grande trabalho.

A formação atual da banda é: Robert Ernlund (vocal), Anders Wikstrom (guitarra), Patrick Appelgren (guitarra/teclado), Jamie Borger (bateria) e Nalle Pahlsson (baixo). Antes de colocar as músicas deste novo disco, vamos relembrar alguns clássicos dos discos anteriores.

Do disco Scratch And Bite de 1985, saíram Get You On The Run, We Are One e Too Wild. Vale lembrar que a banda fez uma nova versão de Get You On The Run no disco Organized Crime e que na minha opinião, ficou melhor do que a original que aqui está.

Pleasure Principle foi lançado em 1986 e já traz mais clássicos do que o antecessor: Strike Without Warning, Waiting Game, Rev It Up, Ride Me High, Caught In The Line Of Fire e Take My Hand.

O disco Dreamhunter de 1987 é um verdadeiro clássico. Todas as músicas são fantásticas e este é um disco que recomendo de olhos fechados para qualquer fã de hard rock que não conhece esta banda. As músicas mais famosas deste disco são: Sole Survivor, World Of Promises, Outlaw e You’re The One I Want. Além destas, também recomendo Dancing On The Edge, One Way To Glory e Take Me On Your Wings.

Em 1989 é lançado Organized Crime, que considero tão bom quanto o disco anterior. Destaques para: Conspiracy, Mr. Heartache, Ready For The Taking, Party All Over e a nova versão de Get You On The Run.

No ano de 1992, a banda lançou o disco Treat, que teve como vocalista Mats Leven. Neste álbum, o som é um pouco diferente dos antecessores (com alguns toques de sleaze em algumas das músicas). De qualquer forma, é um disco que adoro tanto quanto os outros, aonde destacam-se: Dog Day Comin’ Down, Poor Man, Learn To Fly, Justice e Blood Sweat And Love.

Em 2006, a banda se reuniu e lançou a coletânea Weapons Of Choice, aonde saíram os clássicos da banda acompanhados de três grandes canções inéditas: Go, I Burn For You e Still In Heaven.

O disco Coup de Grace preenche então um hiato de 18 anos. Existem quatro músicas que já possuem samples e minha reação ao escutá-los foi de alegria e empolgação. Se o álbum mantiver o nível destas quatro canções, um dos melhores disco de 2010 está para chegar.

We Own The Night é simplesmente fantástica, muito melódica e com um refrão absurdo, enquanto que A Life To Die For é uma das melhores baladas que escutei nos últimos tempos. A entrada de Paper Tiger me faz lembrar um pouco de I Burn For You, porém com um refrão mais melódico. Roar tem bastante toques da modernidade em seu início, mas no refrão a banda mostra como se faz uma música moderna sem perder a essência do hard rock.

01 – Prelude – Coup De Grace
02 – The War Is Over
03 – All In
04 – Paper Tiger
05 – Roar
06 – A Life To Die For
07 – Tangled Up
08 – Skies Of Mongolia
09 – Heaven Can Wait
10 – I’m Not Runnin’
11 – No Way Without You
12 – We Own The Night
13 – All For Love
14 – Breathless

O disco Some Like It Hot da banda 48 Crash

Estes dias estava escutando um disco que estava meio esquecido em minha coleção, mas que não merecia estar nesta condição. Trata-se do único disco da banda alemã 48 Crash, chamado Some Like It Hot, que foi lançado em 1990.

O sotaque do vocalista Berti Madjan é muito perceptível, mas isso não afeta em nada a qualidade das músicas. Não sei se é apenas impressão minha, mas a voz de Madjan me faz lembrar bastante de Freddy Curci (Alias e Sheriff). Os demais membros da banda eram: Klaus Reinelt (guitarra), Jurgen Metko (guitarra e piano), Thomas Imbacher (bateria) e Thomas Sabisch (baixo).

O álbum já começa com uma trinca fantástica: Take Me To The Top, Nightgames e Madelaine. A primeira delas que está aí acima para vocês escutarem, é o hard rock direto, da maneira que deve ser feito. Bons riffs de guitarras, um bridge bem melódico e um refrão bem hard rock com os backing vocals na medida certa. Nightgames segue a qualidade e a receita da primeira música, enquanto que Madelaine é uma música muito melódica, com um refrão matador.

A quarta canção é Forever Goodbye: uma linda balada com piano e que mais uma vez traz um refrão absurdamente melódico e marcante. As músicas seguintes são Walking In The Shadows e Wild Nights, que voltam ao hard rock direto que foi apresentado no começo do disco. E ambas são simplesmente sensacionais.

Downtown é uma música que começa com toques de blues, mas vai se encorpando e mais uma vez o bridge e o refrão se destacam. A música seguinte é Rock ‘N’ Roll Desire que começa com o refrão sendo cantado com os backing vocais harmoniosos e com os riffs de guitarra em segundo plano. Wings Of Passion tem uma entrada que me atrai bastante, se perde um pouco nos versos, mas recupera o fôlego no bridge e no refrão.

Para fechar, chegam Little Boy, Fool For Your Love e All Your Love. A primeira delas é praticamente uma música acústica (já que a guitarra entra apenas no solo e parte final), agradável e bonita. Fool For Your Love e All Your Love possuem os riffs de guitarras animalescos e mais uma vez refrões grudentos e marcantes.

O rock melódico de Goodbye Thrill

Dentre os lançamentos de 2007 que conheci, um que me chamou bastante a atenção foi o álbum de estreia (e até agora o único) da banda Goodbye Thrill. Esta banda conta com os brasileiros Marc Ferreira (vocal/guitarras) e Dario Seixas (baixo), além de Dean Cramer (guitarras) e Peter Eiselman (bateria).

Marc e Dario estão nos EUA há bastante tempo, buscando seus lugares ao sol e espero que encontrem, pois são músicos de extrema competência. Marc tem alguns discos solos (Fallen Heroes de 2002 e Working Overtime de 2009) e dois discos com a banda Venturia, Dario trabalhou com o Firehouse em 2003 e Dean Cramer foi guitarrista da banda Funny Money, que tinha como vocalista Steve Whiteman (ex-Kix).

O disco Goodbye Thrill é simplesmente fenomenal. Começa com três petardos: Super Perfect World, Ticket To Paradise e Rainy Day. A primeira é a mais roqueira de todas. Já Ticket To Paradise é super melódica e com um excelente trabalho dos backing vocals (que me fazem lembrar dos irmãos Nelson). Rainy Day é outra música extremamente melódica em que destaco o bridge e o refrão, além do trabalho de Marc no violão e de Dario no baixo.

As três músicas seguintes não ficam devendo em nada para o começo do disco. Give You Away é um pouco mais lenta e com os backing vocais super afinados como em Ticket To Paradise, além de um solo de guitarra muito interessante. Let Me Sleep é uma música mais agitada e menos melódica, mas com certeza seria um dos muito singles deste disco. Dead To Me é outro destaque. Muito melódica, com a parte instrumental muito bem trabalhada e com os vocais de Marc muito agradáveis.

Fallen Heroes é a sétima música. Um pouco abaixo das demais, mas que melhora muito na parte do bridge e do refrão. Got To Be já volta ao rock melódico do começo do disco, enquanto que Leap Of Faith é a música mais lenta do disco e que tráz um refrão marcante.

Para fechar, chegam Taste e Hungry. A primeira delas é simplesmente perfeita e outro ponto alto do disco, enquanto que Hungry é a música que menos me agradou. Não encontrei mais vídeos da banda tocando suas próprias músicas, mas em compensação encontrei Goodbye Thrill fazendo o cover da música Don’t Stop Believin’ do Journey.