Review de Revolve, o novo álbum do Danger Danger

Foi um longo tempo de espera e ansiedade. E confesso que valeu a pena. O tão esperado novo disco do Danger Danger saiu em setembro e me agradou do começo ao fim. Neste álbum, a formação da banda conta com três integrantes que estiveram nos dois primeiros lançamentos da banda: Ted Poley (vocal), Bruno Ravel (baixo) e Steve West (bateria). Além deles, aparece nas guitarras Rob Marcello.

A primeira canção é That’s What I’m Talking About que é uma música que traz uma letra alegre e talvez seja a que mais me lembre dos primeiros discos da banda. Em sequencia, chega Ghost Of Love, que já me remete mais a era Paul Laine na banda. A terceira canção é Killin’ Love, que é bastante melódica e que traz teclados.

A quarta e quinta músicas são duas das que mais gostei: Hearts On The Highway tem um refrão e bridge marcantes, enquanto que Fugitive é a balada do disco e que ficou linda demais. Keep On Keepin’ On chega em seguida é outra música alegre e que tem cara de single.

A sétima música é a semi-balada Rocket To Your Heart e a oitava é a FU$ que fala sobre o dinheiro, ou melhor, sobre a falta dele. Chega então a Beautiful Regret, que mesmo estando longe de ser das melhores do disco, é boa também. A penúltima música é a belíssima Never Give Up e para fechar o disco chega Dirty Mind que também é uma música alegre e agradável de se escutar.

Não espere neste disco o mesmo tipo de músicas que encontramos nos primeiros discos da banda. Considero Revolve um álbum mais maduro tanto nas letras quanto na parte musical. Creio que com o passar do tempo, a banda resolveu trazer algo mais adulto e menos adolescente e aventureiro que eles trouxeram em Danger Danger de 1989 e Screw It! de 1991. De qualquer maneira, o trabalho ficou excelente e merece nota 9.

DISCOGRAFIA:

Danger Danger (1989), Down And Dirty Live! (1990), Screw It! (1991), Dawn* (1995), Four The Hard Way* (1997), The Return of the Great Gildersleeves* (2000), Cockroach** (2001), Rare Cuts (2003), Live And Nude* (2005) e Revolve (2009).

* indica álbuns com Paul Laine nos vocais;
** Cockroach é um álbum duplo, originalmente gravado em 1992. No disco 1 as músicas são cantadas por Paul Laine e no disco 2 as mesmas músicas são cantadas por Ted Poley. A exceção fica pela canção Time In A Bottle, que aparece apenas com a versão de Paul Laine.

Skid Row e Bach: separação que não deu certo

A banda Skid Row foi uma das mais bem sucedidas no final dos anos 80 e começo dos 90. Originalmente formada por Sebastian Bach (vocais), Dave ‘Snake’ Sabo e Scott Hill (guitarras), Rachel Bolan (baixo) e Rob Affuso (bateria), a banda lançou em 1989 seu primeiro disco (Skid Row) que teve as inesquecíveis 18 And Life e I Remember You. Este disco seguiu as tendências da época e além dos grandes hits, destaco também Youth Gone Wild, Can’t Stand The Heartache, Big Guns e Sweet Little Sister.

Dois anos depois, foi lançado Slave To The Grind. Neste disco, a banda apresentou um som um pouco mais pesado que no antecessor como nas canções Slave To The Grind, Monkey Business e The Threat. Os maiores hits deste disco foram In A Darkened Room e Wasted Time. Outro disco muito sólido em que todas as faixas são boas.

Já em 1995 é lançado Subhuman Race. Bem diferente dos dois primeiros, este disco apresentou as boas My Enemy, Eileen, Into Another, Firesign, Frozen, Face Against My Soul e Breakin’ Down. Neste disco, Sebastian Bach está mais agressivo e percebe-se forte influências de bandas como o Pantera em algumas das canções. E este foi o último trabalho de Bach com o Skid Row.

Bach foi então seguir carreira solo enquanto que a banda só voltou a lançar novo material em 2003 com o vocalista Johnny Solinger e com o baterista Phil Varone no álbum Thickskin. O álbum é bom, mas não tem nada a ver com Skid Row. Em muitas músicas se percebe um som parecido com o que bandas como Goo Goo Dolls fazem. E apesar de eu ter gostado, creio que os fãs mais conservadores devem ter detestado o disco. O último trabalho da banda foi Revolutions Per Minute de 2006.

Skid Row sem Bach não parece Skid Row e Bach sem Skid Row não parece Skid Row, mesmo quando ele canta as músicas de sua antiga banda. Atualmente, banda e vocalista andam no meio underground vivendo apenas do passado e pelas diferenças que existem entre eles, Bach jamais deverá voltar para o Skid Row. E no fim quem acaba perdendo somos nós, os fãs da banda.

DISCOGRAFIA:

Skid Row (1989), Slave To The Grind (1991), B-Side Ourselves (1992), Subhuman Race (1995), 40 Seasons The Best of Skid Row (1998), Thickskin (2003) e Revolutions Per Minute (2006).

Firehouse: inesquecível banda de hard rock

Firehouse é mais uma daquelas bandas que tem inúmeras grandes canções e que não brilhou como merecia. Talvez o maior motivo para que isso acontecesse foi a época em que a banda surgiu: seu primeiro CD saiu em 1990 e neste momento, as gravadoras e a mídia já buscavam uma alternativa para as hair bands.

De qualquer maneira, a banda chegou a vir para o Brasil quando a música I Live My Life For You estourou por conta de estar presente na trilha sonora de uma novela da Globo (que não me recordo qual é).

Suas músicas são cheias de refrões pegajosos e as baladas são memoráveis. O primeiro CD da banda (Firehouse) talvez seja o melhor deles e conta com as marcantes All She Wrote, Don’t Treat Me Bad, Overnight Sensation, Don’t Walk Away além da belíssima Love Of A Lifetime. No todo trata-se de um disco muito bem tocado e produzido e que deve estar na coleção de qualquer fã de hard rock.

Não tão bom quanto o primeiro, mas ainda um excelente álbum, Hold Your Fire é o segundo disco da banda e foi lançado em 1992. Destaques para Reach For The Sky, Hold The Dream, Rock You Tonight, Sleeping With You, The Meaning Of Love e para a balada When I Look Into your Eyes.

Em 1995 saiu o álbum 3. Neste álbum, a banda já perde um pouco do caminho e os destaques ficam para as baladas I Live My Life For You, No One At All e Here For You. Além delas, podemos citar também Love Is A Dangerous Thing e Trying To Make a Living. No ano seguinte, a banda lança um acústico gravado em estúdio com algumas das melhores músicas da banda, além das inéditas e excelentes You Are My Religion e Love Don’t Care.

Category 5 de 1998 é o quinto álbum da banda que possui as boas Acid Rain, Bringing Me Down, Can’t Stop The Pain e Dream.

Gravado ao vivo no Japão, o álbum Bring ‘Em Out Live é de 1999 e traz as melhores músicas da banda num show inesquecível.

O disco O² de 2000 talvez seja melhor esquecer. Sem sombras de dúvidas o mais fraco do Firehouse e que pouco acrescenta para a brilhante carreira da banda.

Apesar de ser um disco com toques da modernidade, Prime Time de 2003 é o melhor disco da banda depois dos dois primeiros. Perfect Lie é simplesmente perfeita e uma das melhores canções da banda e além dela podemos citar também a balada Let Go, Body Language, Crash e Door To Door.

Desde então, a banda não lançou mais nada de inédito. No site do Firehouse pude verificar que eles continuam juntos e fazendo shows, mas não há notícia de um novo lançamento. Resta então apenas torcer para que em breve isso mude e que a banda volte para o estúdio.