O Natal e o hard rock

Nos Estados Unidos, existe uma forte tradição das músicas natalinas. Vários artistas, de diversos estilos musicais, adoram lançar um álbum com as músicas do Natal.

E nestes discos natalinos, poucas são as músicas novas. A grande maioria delas foi composta durante a primeira metade do século passado e lançada por outro artista. Não fugindo desta regra, o Bon Jovi lançou em 1992 a sua versão de Please Come Home For Christmas. Neste vídeo, Jon contracenou com ninguém menos que Cindy Crawford.

Pouco tempo depois, a banda lançou uma música de sua autoria, que se chama I Wish Eveyday Could Be Like Christmas.

No ano de 2003, foi lançado uma super coletânea de músicas natalinas, gravadas por bandas de hard rock. Este disco se chama We Wish You A Hairy Christmas e contou com a participação de diversas bandas que fizeram sucesso no auge do hard.

01. Father Christmas – Warrant
02. Naughty Naughty Xmas – Danger Danger
03. Happy Holiday – Enuff Z’Nuff
04. Run Run Rudolph – L.A.Guns
05. Everyday Should Be Like Christmas – Bulletboys
06. Jingle Bell Rock – Tuff
07. Won’t Be Home For Xmas – Every Mothers Nightmare
08. I Saw Mommy Kissing Santa Claus – Gilby Clarke
09. Happy Family – Pretty Boy Floyd
10. Santa’s Back In Town – Roxx Gang
11. Silent Night – Faster Pussycat

Blue Blud: para quem curte Bon Jovi das antigas

Você, assim como eu, gosta de Bon Jovi dos anos 80? Se a resposta for sim, existe um disco que você tem que escutar: The Big Noise, dos britânicos da banda Blue Blud, lançado em 1989. No começo da carreira, a banda esteve em turnê com Tygers Of Pan Tang, Shy e Faith No More.

Esta banda, formada em 1986 teve outro lançamento, chamado Universal Language de 1991, mas que não chega nem a fazer sombra ao brilhante lançamento de estreia de Blue Blud.

Com muitos teclados, melodias absurdas e com um vocalista que mesmo sendo inferior ao Jon Bon Jovi, vai te fazer lembrar dele, o disco The Big Noise é simplesmente fantástico. A formação da banda era: Phil Kane (vocais), Mark Sutcliffe (guitarras), Dave Crawte (baixo), Rob Ariss (teclados) e Paul Sutcliffe (bateria).

O disco já começa detonando e a primeira música é One More Night (uma das melhores). Que refrão e que backing vocals. Isso é um Bon Jovi escrito, muito bem ‘copiado’. Em sequência, chega a matadora Running Back. Nesta música, os teclados são grande destaque.

Continuando o excelente nível das primeiras canções, chegam então Don’t Turn Out The Light e Love Grows Wild. A primeira delas traz um excelente trabalho das guitarras e novamente um refrão com backing vocals ‘a la’ Bon Jovi em seus dois primeiros discos. Já em Love Grows Wild, os teclados voltam a se destacar e o ritmo e refrão são muito agradáveis.

Never Rains In England é a quinta faixa e outro destaque, uma das melhores deste disco. Não encontrei o vídeo original dela, mas uma versão anterior que saiu no EP Liquor And Poker de 1987. Neste vídeo, o vocalista não é Phil Kane e a música está muito mais para AOR do que para hard rock. Prefiro a versão que saiu em The Big Noise, mas o vídeo já vai te dar uma ideia da grandiosa música que é Never Rains In England.

A sexta música é Secret Lover e uma das mais fracas do disco, que não tem o brilho das que a antecederam. Em My Idea Of Heaven e I Can’t Wait, a banda volta a trazer outras músicas de qualidade, principalmente na segunda delas. Como este tecladista é bom!

Para fechar o disco, chegam Night Time City e Road To Ruin. A primeira delas é mais melódica, enquanto que a segunda é um hard rock mais tradicional. Sem o brilho das anteriores, o disco termina um pouco abaixo da média.

No geral, The Big Noise é um excelente disco. Como quase todos os disco, tem algumas ‘fillers’, mas as melhores músicas são simplesmente perfeitas e merecem atenção. Pena que na sequência a banda lançou um disco tão inferior e por conta disso, acabou sumindo do mapa.

Danny Vaughn: uma das melhores vozes do hard rock

Um dos vocalistas que mais gosto é Danny Vaughn. Não apenas por sua voz, mas também pelos bons trabalhos que ele fez durante sua carreira. Além da carreira solo, Danny teve participações em Waysted e Tyketto, além de seu projeto chamado From The Inside.

Na banda britânica Waysted, Danny participou do segundo álbum, chamado Save Your Prayers de 1986. Em 1999, a banda lançou o demo deste disco, que saiu com o nome de Wilderness Of The Mirrors. Save Your Prayers é um disco de hard rock bem tradicional dos anos 80 e que mesmo não sendo brilhante, é muito bom. Apesar do bom trabalho de todos os músicos, não dá para negar que o destaque deste disco fica para a voz de Danny.

Danny então reaparece em 1991 com a banda Tyketto. Os dois primeiros discos da banda são Don’t Come Easy de 1991 e Strenght In Numbers de 1994. E são dois clássicos do hard rock. Conheci a banda através de um amigo da época de faculdade e ele colocou a música Wings que está no primeiro disco para tocar. E simultaneamente, ele começou a tocar um solo de guitarra junto da música. Foi o que chamamos de paixão à primeira vista (pela música e pela banda é claro). Além de Wings, destaco Forever Young, Sail Away, Burning Down Inside, Standing Alone e Seasons.

O segundo disco também é fora de série. Em minha opinião ele é melhor do que o primeiro, mesmo sendo Wings a melhor música da banda. Neste disco existem mais músicas boas do que no primeiro, mesmo que elas não sejam as melhores. Como destaques, fico com Meet Me In The Night, Rescue Me, Catch My Fall, Strenght In Numbers, Write Your Name In The Sky, The End Of The Summer Days, além de Standing Alone que reaparece neste álbum.

Tyketto é daquelas bandas que não fica devendo em nada para as que mais brilharam no cenário hard rock, mas que infelizmente não teve a devida atenção da mídia. O terceiro disco da banda é Shine, que já não conta mais com a participação de Danny Vaughn. Quem assumiu os microfones neste disco, foi Steve Augeri, que tinha trabalhado com Tall Stories e que posteriormente foi se tornar vocalista de Journey, uma das lendárias bandas de AOR.

Em 2007, o Tyketto se reuniu para uma turnê de despedida, e lançou The Last Sunset: Farewell 2007. Neste disco, encontramos demos de alguns clássicos da banda e de outras músicas que não foram lançadas.

Outro trabalho de Vaughn foi com From The Inside. Em 2004 foi lançado o disco de estreia desta banda, que contou com diversas músicas covers de outros estilos de som e que ficou sensacional. Considero este disco de rock melódico e não de hard rock na veia como os do Tyketto ou do Waysted. E sem dúvidas, foi um dos melhores lançados há cinco anos atrás.

Em 2008 foi lançado o segundo disco da banda: Visions. Apesar dos grandes comentários de fãs de Vaughn, achei Visions apenas um disco bom. Não que as músicas sejam ruins, mas elas não são do mesmo nível e qualidade das músicas do álbum de estreia. Meu destaque fica para a linda If It’s Not Love, Days Of Hunger e 21st Century. Talvez eu seja mais duro com este álbum devido a tudo o que Vaughn lançou antes e para mim, as músicas deste disco estão ficaram abaixo do que Vaughn pode fazer.

Além destes trabalhos, Vaughn lançou seis discos em carreira solo (apesar de alguns músicos do Tyketto participarem das gravações dos mesmos): Soldiers And Sailors On The Riverside (2000), Fearless (2001), Forever Live e Standing Alone (2002), Traveller (2007) e para fechar, The Road Less Travelled (2009). Estes discos trazem alguns materiais ao vivo ou acústico de Tyketto. Apenas os dois primeiros e Traveller são álbuns que trazem apenas músicas inéditas. São trabalhos que também ficam abaixo dos primeiros de Vaughn, mas que valem uma escutada.