Antes de começar este review te faço uma pergunta: você é mais fã de um estilo musical ou de uma banda?
Neste específico caso do Bon Jovi, alerto que o novo disco é mais um daqueles que a banda vem fazendo nos últimos anos. Para a banda, o hard rock não existe mais e ouvindo este álbum chego a conclusão de que não adianta mais sonhar, já que as músicas novas não vão se espelhar no que a banda nos apresentou no começo de sua carreira.
Para quem gosta da banda pelo começo de carreira, The Circle vai ficar devendo. Mas para quem gosta mais da nova era do Bon Jovi, este disco será o que podemos de chamar de ‘o mais do mesmo’. Para alguns (na verdade, a maioria), a banda tem lançado estes discos de pop rock para se manter na mídia e obviamente por motivos financeiros. E para mim, a banda toca o que entende ser o que deve ser tocado, independente do que vem a ser moda, ou interesse da mídia.
Confesso que gostaria muito que a banda voltasse detonando com o bom e velho hard rock, mas já que isso não acontece, vamos ao que o disco nos traz. The Circle é um bom disco de pop rock, mesmo não sendo o que eu espere deles ou o que eu vá buscar em um disco.
O disco começa com We Weren’t Born To Follow que parece mais uma destas músicas lançadas pela banda recentemente, tanto musicalmente, quanto na parte das letras. Em sequência, chega o segundo single deste disco que é When We Were Beautiful, que para mim nada acrescenta. Tem muito de U2 nesta música.
Working For The Working Man começa numa batida legal e tem um refrão legalzinho. A quarta canção é Superman Tonight: uma semi balada interessante e agradável, mas obviamente muito pouco para quem já fez tantas boas músicas nos anos 80. Depois é a vez de Bullet que tem uma entrada de guitarra legal e um refrão bem pop.
Thorn In My Side me agradou um pouco mais do que as anteriores, pelo seu ritmo e refrão. Live Before You Die é uma balada com piano/teclados agradáveis e com um refrão regular. Chega então Brokenpromiseland, que me deixou satisfeito. Talvez seja o melhor que a banda pode fazer nesta fase em que vive. Love’s The Only Rule é outra música que fica na média do disco: semi agitadinha, com um bom trabalho dos instrumentos.
Para fechar, chegam Fast Cars, Happy Now e Learn To Love. A primeira delas também é uma semi balada, pouco inspirada, mas com um bridge legal. Happy Now já tem um ritmo mais legal e também fica entre as melhores do disco. A última música do disco é uma balada mais caprichada e que acaba ficando acima da média do disco.
No geral, The Circle é um disco agradável para quem gosta da fase pop de Bon Jovi, mas muito abaixo para quem gosta de hard rock como eu. E com isso, acabo respondendo minha pergunta inicial deste review: se você gosta mais de um estilo de som do que de uma banda, evite, mas se é um daqueles que gosta muito de uma banda, independente do som que ela traz, pode escutar sem medo, pois The Circle segue a linha do que a banda se propôs a fazer depois que preferiu deixar o hard rock de lado. Jon continua cantando bem e Richie mostrou que não desaprendeu a tocar, mesmo que tenha preferido ir para um estilo que não me agrade.
