Fahrenheit: Talking 'Bout Love é AOR na veia

Um dos CD’s de AOR que mais gosto é de uma banda austríaca chamada Fahrenheit. Este único disco da banda foi lançado em 1989 e traz músicas muito bonitas, bem trabalhadas, com bastante teclados e um vocal muito agradável. Podemos dizer até que é um disco de Lite AOR, por ter menos peso nas guitarras do que o AOR em geral.

A banda era formada por Johnny Kanatschnig (vocais e guitarras), Bernard Groinig (guitarras), Harold Huber (bateria), Mario Kleinberger (baixo) e Claudio Ghidini (teclados). Durante um bom tempo, o CD foi um dos mais raros e caros. Em média, os colecionadores pagavam cerca de US$ 200 no Ebay para ter uma cópia original desta raridade. Vendo isso, algumas gravadoras fizeram o relançamento do CD e pelo que parece em uma versão não autorizada pela banda, visto que os CD’s não são prensados e o encarte é bem pobre.

Neste disco, destacam-se as músicas: Talking ‘Bout Love, Suzanna, Touch Of Heaven, Should Have Known Better (que é a minha preferida), Tears e Don’t Ever Break My Heart. O disco ainda conta com a cover de uma música do Loverboy (outra grande banda de AOR) com a canção Turn Me Loose.

Infelizmente, a banda não atingiu o sucesso esperado e nada mais novo surgiu. Dois anos depois, o vocalista Johnny Kanatschnig e o baterista Harold Huber se juntaram ao baixista Umbo e lançaram o disco Inside Out da banda Mindwork, uma raridade maior ainda que o Fahrenheit e que traz um Hi-Tech AOR. Não tão bom quanto o disco do Fahrenheit, este é um dos CD’s mais raros de minha coleção e que tem como destaque a música Endlessly que pode ser vista aqui.

W.E.T.: Jeff Scott Soto e suecos em um novo projeto

Jeff Scott Soto realmente não para. Provavelmente é um dos músicos que teve mais aparições em distintas bandas como vocalista principal, sem contar as inúmeras ocasiões em que ele apenas fez uma pontinha ou backing vocals. Dentre os principais trabalhos de Soto, destacam-se suas passagens em: Talisman, Axel Rudi Pell, Eyes, Takara, Yngwie Malmsteen e ainda uma breve passagem pela lendária banda de AOR Journey, aonde Soto participou de turnês, mas não gravou nada de novo.

Depois da inesperada perda de seu amigo e parceiro Marcel Jacob, que trabalhou com Soto no Talisman e no projeto Human Clay, Jeff está reunido com outros suecos e vai lançar um CD novo até o final do ano. Dentre os músicos, aparecem os guitarristas Robert Sall de Work Of Art (que lançou um dos melhores discos de AOR no ano passado) e Erik Martensson (além de guitarrista, é vocalista) da banda Eclipse.

Pelo trailer, a impressão é mais do que excelente. Muita melodia, refrões marcantes e como sempre, Soto mandando muito bem nos vocais. One Love é o primeiro single deste projeto e no vídeo da música, podemos perceber que Marcel Jacob (R.I.P.) era o baixista da banda.

Se individualmente Work Of Art, Eclipse e Talisman fizeram grandes trabalhos, W.E.T. promete fazer os fãs do rock melódico ficarem de queixo caído. Mesmo sem escutar o álbum todo, já posso recomendá-lo a todos que curtem o mesmo som que eu.

Bad Habit: Above And Beyond e sua discografia

Um dos primeiros lançamentos em 2009 no cenário AOR foi o disco Above And Beyond da banda Bad Habit. Lançado em janeiro, este é apenas o sexto disco desta banda sueca, que lançou seu primeiro disco (After Hours) em 1989.

Comparando-se aos três primeiros discos, Above And Beyond fica para trás, mas já é consideravelmente melhor do que o antecessor Hear-Say de 2005. O disco traz boas melodias, muita tecladeira e grandes canções como I Don’t Want You, Let Me Tell You, Don’t Want To Say Goodbye, A Lot To Learn, Let Me Be The One, My Confession, Surrender, Never Gonna Give You Up e I Need Someone. As três primeiras músicas citadas são excelentes e nos trazem o melhor de Bad Habit.

After Hours que foi o disco de estreia da banda é fora de série. A última música deste disco é o cover da música More Than A Feeling do Boston e ficou muito boa. Além dela, destacam-se Rowena, Living On The Edge, Play The Game, Rainbow e as baladas Never Find Another You e More Than I.

Revolution é o segundo disco da banda e foi lançado em 1995. O que posso dizer deste disco é que é simplesmente perfeito. Rumours, Hunger, Another Night, Too Late, Broken Dreams, Reach For The Sky, Watching Over You e Still In Love With You são simplesmente fantásticas.

Em 1998 saiu o álbum Adult Orientation. Seguindo a qualidade dos antecessores, este disco é música boa atrás de música boa. Talvez a única que eu considere fraca seja Makin’ The Headlines, já que as outras doze são o melhor do que se pode encontrar no cenário AOR.

No ano de 2000, a banda lança o disco 13 Years Of Bad Habits, que conta com todas as músicas do primeiro disco mais cinco do EP Young And Innocent, que saiu em 1987 e outras duas inéditas.

Após um tempo separada, a banda se reuniu em 2005 e gravou o disco Hear-Say. Não tão bom quanto os demais, mas que tem algumas boas músicas. Neste disco, as guitarras ficaram mais pesadas e chega a ficar um pouco diferente do que estava acostumado a escutar deles. De qualquer maneira, destaco All That I Want, To Love You, The Air That I Breathe, You Are The One e I Want To Know.

Sem sombras de dúvidas, Bad Habit é umas das melhores bandas que conheço. Escutar seus discos me faz muito bem e recomendo a todos que gostam de uma música bem tocada e cantada.