A banda dinamarquesa Skagarack

Formada no ano de 1984, a banda Skagarack lançou 4 discos. Os fundadores da banda foram Torben Schmidt (vocal), Jan Petersen (guitarra) e Alvin Otto (bateria). Para completar o time, entraram Morten Munch (baixo) e Tommy Rasmussen (teclado).

O som do Skagarack é uma mistura de rock melódico e AOR, com bastante teclados e bons riffs de guitarra. A voz de Torben Schmidt é bem peculiar e se encaixa perfeitamente no som da banda.

O primeiro disco saiu em 1986 e leva o nome da banda. Deste disco saíram os singles Move In The Night, I’m Alone e Don’t Turn Me Upside Down. Além destas canções, destaco também Saying, Damned Woman e Lies.

No ano de 1988 foi lançado o disco Hungry For A Game. E o título deste álbum se encaixa perfeitamente para mim, que traduzindo seria allgo do tipo ‘Faminto Por Um Jogo’. Na capa deste disco, existe uma enorme guitarra, dois dados e as bordas desta guitarra fazem uma alusão a pedras de dominó.

Hungry For A Game pode não ser o melhor disco que escutei, mas o considero quase perfeito. Minhas favoritas deste álbum: Take Me Home Tonight (a tecladeira desta música é de matar), Joanna, Somewhere In France, Hungry For A Game, Boys e Always In A Line.

A Slice Of Heaven é lançado em 1989 e neste disco, as guitarras ganham um pouco de peso e as grandes melodias e teclados dos primeiros discos são mantidos. Meus destaques ficam para: Anytime, Anywhere, Believe Me, Answer To You Prayers, My Way Or The Highway, So fine, So Good e Like A Prisoner.

Após este disco, a banda se separa e no ano de 1991, o vocalista Torben Schmidt lança o disco solo A Bit On The Side. Considero o trabalho solo de Schmidt inferior aos discos do Skagarack, apesar de possuir algumas músicas interessantes como Same Old Song, Same Old Story, Love On Sale e When I Hold You In My Arms.

O Skagarack volta a cena no ano de 1992 com músicos novos: Steen Boel (teclado), Allan Gade (guitarra), Jens Brockhoff (baixo) e Lars Daugaard (bateria). Em 1993, Torben Schmidt e os novos integrantes de sua banda, lançaram o disco Big Time.

Este disco é um pouco diferente e inferior aos anteriores, mas como sempre, Schmidt soube preparar algumas músicas que agradam aos meus ouvidos, como vocês podem ver neste dois vídeos. Além destas duas canções, outra especial em Big Time é Hold On Just One More Time.

No ano seguinte ao lançamento de Big Time a banda se separa de vez e apenas em 2009 volta a se reunir. O Skagarack voltou com sua formação original, com exceção do baixista Morten Munch, que foi substituído por Morten Husted e realizou alguns shows em seu país.

A volta desta banda era algo inimaginável em minha cabeça e que me deixou muito contente. Agora a expectativa fica para um novo trabalho. Será que ele vem?

O AOR de Bricklin

Os irmãos Brian e Scott Bricklin (guitarras, teclados e vocais) lançaram em 1986 o único disco da banda Bricklin, que considero um bom trabalho de AOR. Este disco é extremamente raro e difícil de se encontrar até no ebay e traz um som totalmente anos 80, limpo, com pouco peso e algumas músicas fantásticas.

Além dos irmãos Bricklin, trabalharam no disco: James Goetz nos baixos, Ian Cross nos teclados e guitarras, Eddie Bader na bateria e ainda Jake Mayer, que contribuiu com teclados, percussão e vocais.

A verdade é que não encontrei nenhuma informação sobre a banda e sua história. O pouco que sei é que depois deste disco, a banda lançou a música Walk Away que saiu com exclusividade para a trilha sonora do filme Bill & Ted Excellent Adventure e que posteriormente os irmãos formaram a banda Martin’s Dam.

Não encontrei nenhum clipe original da banda, mas encontrei um vídeo ao vivo que parece ser do ano de 1987 da música Even When You’re Done With Me.

Além da música acima citada, destaco: For Her Love, All You Own, She’s Not My Girl, How Come I e Sleeping Dream.

E abaixo, segue o vídeo da música Fear Of Flying da banda Martin’s Dam. Não conhecia nada deste trabalho dos irmãos Bricklin até encontrar este vídeo.

BRICKLIN – Bricklin (1986)

01 – Fear Of Life
02 – For Her Love
03 – Even When You’re Done With Me
04 – All I Know
05 – Love Without Pain
06 – If This Is Love
07 – All You Own
08 – She’s Not My Girl
09 – Home Come I
10 – The Sleeping Dream

Eric Martin: uma das vozes mais belas e únicas da música

Uma das vozes que mais me agrada, é do vocalista Eric Martin do Mr. Big. Como a grande maioria, conheci Martin e Mr. Big por conta dos hits To Be With You e de Wild World, lá no começo dos anos 90.

Depois de algum tempo gostando da banda, descobri que Martin gravou vários trabalhos antes, durante e depois do Mr. Big. O primeiro disco de Eric foi Sucker For A Pretty Face de 1983, aonde na verdade, não se trata de um álbum solo. Neste disco, o nome da banda era Eric Martin Band, aonde tocaram Troy Luccketta (bateria, que também tocou no Tesla), David Jacobson (teclados), Mark Ross e John Nymann (guitarras) e Tom Duke (baixo).

Nos trabalhos solos de Eric, existe forte presença dos teclados, que raramente apareceram nos discos do Mr. Big. E vejam que Eric sabe (ou sabia) tocá-los muito bem.

Em 1985 foi lançado o primeiro disco totalmente solo, intitulado Eric Martin. Neste disco, tocaram diversos músicos, aonde destaco o guitarrista do Toto, Steve Lukather e o baixista Randy Jackson. Além dos teclados, há também a presença de sax em algumas músicas.

Dois anos depois, chega o disco I’m Only Fooling Myself. Neste disco, encontra-se uma versão de Everytime I Think Of You, que também foi gravada pela banda britânica FM no ano de 1989. Outro destaque do disco, fica por conta da música These Are The Good Times, que apareceu no filme Iron Eagle (no Brasil, conhecido como Águia de Aço).

Eric Martin volta a lançar um disco solo apenas em 1998, após a saída de Paul Gilbert do Mr. Big, no momento em que a banda teve que dar um tempo até encontrar um novo guitarrista. O disco lançado foi Somewhere In The Middle, que já não considero mais como um disco de AOR, como os antecessores, mas também não é hard rock como os do Mr. Big.

Mr. Big e Eric Martin são muito, mais muito famosos e queridos no Japão. E por conta disso, quando Eric lançou o single I Love The Way You Love Me, gravou uma música com a cantora japonesa Akira Sudou, chamada The Face Of Love.

Em 2002 chega o disco I’m Goin’ Sane e em 2003 Destroy All Monsters, que são totalmente diferentes de tudo que Eric já havia feito. São discos que trazem um rock mais moderno e que pouco devem ter agradado aos fãs de hard rock e AOR.

A música Fly foi tirada do disco I’m Going Sane, enquanto que You’re Too Good For Him foi lançada no disco Destroy All Monsters.

Em 2004, Eric juntou-se ao guitarrista japonês Tak Matsumoto, ao baixista Jack Blades (Night Ranger e Damn Yankees) e aos bateristas Brian Tichy e Cindy Blackman e lançaram o disco I da banda TMG (Tak Matsumoto Group). Trata-se de um grande trabalho, que teve boa repercurssão no Japão e que eu gostei bastante, já que aqui a banda apresentou um hard rock muito bem tocado e de peso.

Depois destes trabalhos, Eric lançou os discos Mr. Vocalist, Mr. Vocalist II e Mr. Vocalist X’Mas entre 2008 e 2009. O primeiro destes discos conta com a versão de Eric Martin para hits de músicas japonesas cantadas por mulheres que foram traduzidas para o inglês.

No segundo, Eric usa a mesma fórmula, mas ao invés de músicas japonesas, encontram-se versões de hits como Time After Time, Hero, Eternal Flame, My Heart Will Go On, No One e There You’ll Be. Já no terceiro, como o nome mesmo diz, Eric canta músicas natalinas. Todos estes trabalhos de Mr. Vocalist em nada tem a ver com hard rock ou AOR e confesso que não são do meu agrado.

De qualquer maneira, a voz de Eric continua sendo uma das minhas prediletas e o que me deixou mais contente é que o Mr. Big se reuniu com a formação original em 2009 e existe a possibilidade de que venham ao Brasil em 2010.