Martina McBride cantando clássicos do rock

Houve um tempo em que tive um contato maior com a música country americana e não posso negar que encontrei qualidade em muita coisa que escutei. O que mais me chamou a atenção foram as cantoras (não apenas pela aparência), pela qualidade de suas vozes e a técnica vocal que elas apresentaram. Os músicos de estúdio também são muito bons e geralmente eles gravam para vários artistas.

Não estou falando da canadense Shania Twain, sucesso mundial e que partiu para uma carreira bem mais pop. Shania é excelente compositora, mas como cantora não chega nem um pouco perto de algumas cantoras que conheci simultaneamente com ela. E é sobre uma delas que vou comentar aqui: Martina McBride.

A voz da Martina é uma das melhores que conheço. Além de toda a técnica que ela tem, esta voz é única, inconfundível, linda, suave e ao mesmo tempo muito potente. Recentemente, a cantora lançou um CD/DVD ao vivo e para a minha grande e enorme surpresa ela canta também dois grandes sucessos de AOR: Don’t Stop Believin’ do Journey e Hit Me With Your Best Shot de Pat Benatar. Ficou sensacional!

Seu primeiro CD saiu em 1992 mas o sucesso começou a aparecer mesmo no segundo disco, chamado The Way That I Am que saiu no ano seguinte com os singles My Baby Loves Me e Independence Day. O primeiro prêmio de vocalista feminina do ano da CMA (Country Music Association) saiu em 1999 e Martina repetiu o feito em 2002, 2003 e 2004.

DISCOGRAFIA:
The Time Has Come (1992), The Way That I Am (1993), Wild Angels (1995), Evolution (1997), Emotion (1999), Martina (2003), Timeless (2005), Waking Up Laughing (2007) e Shine (2009). Além destes discos, saiu em 2003 a coletânea Greatest Hits e o Live In Concert de 2008. Há também os discos de Natal (é muito comum no meio country os artistas lançarem discos de canções natalinas) White Christmas, que foi lançado em 1998, 1999 e 2007, sempre com algumas músicas diferentes em cada versão.

Stage Dolls: grande banda norueguesa

A Noruega não é apenas o país do bacalhau, fiordes, frio e do A-HA. Conhecer este país juntamente com o resto da Escandinávia é um grande sonho que tenho e espero um dia poder realizá-lo para quem sabe postar aqui.

Deste pequeno e próspero país da Europa saíram grandes bandas/músicos no cenário hard rock e AOR e não há como não lembrar e destacar Stage Dolls. Além deles existem outras estupendas bandas locais como TNT, Return, Da Vinci, Sha-Boom, Tindrum, Wig Wam, Dream Police, Heaven e ainda os músicos Ole Evenrude e Jorn Lande.

Destaco o Stage Dolls pela sua longevidade, por ter sido uma das primeiras bandas que tive contato da Noruega, por ainda estar na ativa e obviamente e principalmente por suas músicas de imensa qualidade. Tive a felicidade de ler em junho no site deles que a banda está preparando um novo disco.

O primeiro disco da banda é o Soldier’s Gun de 1985 enquanto que o último álbum da banda saiu em 2004 e se chama Get A Life. Como de 2004 até agora nada mais havia sido lançado, havia pensado que a banda estava aposentada, mas felizmente esta ideia que eu tinha estava totalmente furada. Em novembro de 2008 a banda assinou com a Sony Music e prometeu para este ano o novo e aguardado disco.

Conheci a banda em 2005 através de Get A Life e fiquei surpreso com o disco. Não esperava que pudesse encontrar tanta qualidade em um disco só. Foi paixão de cara e por conta deste disco, corri atrás dos demais e vi que estava perdendo muito antes de conhecer esta grande banda.

A banda toca um excelente e bem feito rock melódico. Seu líder é o vocalista e guitarrista Torstein Flakne e a banda conta também com o baixista Terje Storli e o baterista Morten Skogstad. Nunca encontrei nenhum CD da banda produzido por uma gravadora nacional, mas recomendo a banda de olhos fechados.

DISCOGRAFIA:

Soldier’s Gun (1985), Commandos (1986), Stage Dolls (1989), Stripped (1991), Stories We Coud Tell* (1993), Dig (1997), Good Times* (2003), Get A Life (2004) e Get A Live (2004).

* indica coletâneas

91 Suite: hard rock melódico da Espanha

Da Espanha conheci poucas bandas que tocam o som que gosto. Mas uma delas é altamente recomendada. Com um nome sugestivo, a banda espanhola 91 Suite lançou dois grandes discos: 91 Suite (2002) e Times They Change (2005) que fazem parte da minha coleção e que jamais sairão dela. A banda não chega a ser hard rock na veia, mas também não toca o clássico AOR. O ideal seria entitulá-los de banda de rock melódico.

O primeiro disco é mais leve e tem um pouco de Bon Jovi antigo. É um daqueles CD’s que você escuta da primeira faixa até a última sem ter que pular nenhuma. A primeira música é a matadora The Day She Left e na sequência temos Down To You e Time To Say Goodbye que tem refrões grudentos para depois chegar na balada Lost In The Silence. Outras memoráveis músicas do álbum são Chances, Give Me The Night, Wherever I Am e a instrumental Answer To My Prayers. São músicas muito bem tocadas e produzidas. Os teclados são outro destaque deste excelente álbum.

Já Times They Change tem as guitarras um pouco mais pesadas e não é tão perfeito quanto o primeiro, mas talvez tenha as melhores músicas desta banda: Seal With A Kiss e I Wanna Be In Love. No começo de Seal With A Kiss, jurava que quem estava cantando era C. J. Snare do Firehouse. Outros highlights do álbum ficam para Every Day Goes By, Hopes And Dreams, para a balada Stand Beside You, Hard To Forget e para a sensacional Will You Ever. Ainda assim as outras canções são boas, mas sem o mesmo brilho das que citei.