Mama Kin e o álbum In the City

Mama Kin é mais uma banda sueca promissora. O nome da banda é uma homenagem ao Aerosmith, que lançou a música Mama Kin em seu primeiro disco (de 1973) e que teve uma versão gravada pelo Guns ‘N Roses no disco GN’R Lies de 1988.

O que me chamou muito a atenção neste disco (além das boas músicas), é que o vocalista e guitarrista Ward me fez lembrar de Paul Stanley do KISS. Claro que você irá perceber que não se trata de Paul cantando, mas não há como negar que esta voz talvez seja a mais parecida com a voz de “The Starchild”. Completam a banda o guitarrista Elias, o baixista Jon e baterista Edwin.

Mama Kin toca um sleaze mais melódico do que as bandas deste estilo tradicionalmente tocam. E talvez por este motivo, esta banda tenha tido uma melhor aceitação pelos tradicionais e exigentes fãs de hard rock (já que muitos fãs de hard não curtem sleaze). Ainda assim, vi muitos apreciadores de hard reclamarem do vocal da banda, mesmo que ele tenha a cara de Paul Stanley.

Apesar de In The City ter sido lançado em maio de 2009, tive acesso a este disco apenas no final de janeiro deste ano. E confesso que gostei bastante deste trabalho. Até agora, os singles deste disco são In The City e Superman e de todas as músicas do álbum, apenas a última não me agradou.

01. Badge And A Gun
02. In The City
03. You Belong To Me
04. Mrs. Operator
05. Higher & Higher
06. Too Much
07. Fortune & Fame
08. Superman
09. You
10. Champagne, Chicks, And Rock N’ Roll

FM prepara o disco Metropolis

Sem gravar um disco de estúdio desde 1995, os britânicos do FM estão de volta. Metropolis, o novo disco da banda, tem lançamento marcado para o dia 29 de março. Para quem não conhece FM, recomendo que escutem os dois primeiros discos da banda: Indiscreet de 1986 e Tough It Out de 1989.

Indiscreet é um álbum espetacular e seu único problema é ter apenas nove músicas. Neste disco, a banda tocou um AOR mais tradicional e os singles (além de Frozen Heart) foram: Love Lies Dying, That Girl (que tem uma versão tocada pelo Iron Maiden e que aparece em seu disco de B-Sides) e American Girls.

Já Tough It Out, é na minha opinião um disco que tende mais ao rock melódico do que ao AOR tradicional. Os singles deste disco foram Everytime I Think Of You (que também foi cantada por Eric Martin do Mr. Big), Someday (que tem uma versão no disco solo de Mark Free chamado Long Way From Love), Bad Luck e Let Love Be The Leader. Além dos singles, gosto muito de Does It Feel Like Love, The Dream That Died, Tough It Out e Can You Hear Me Calling.

Depois destas duas pérolas, foram lançados: Takin’ It To The Streets (1991), Aphrodesiac (1992), Closer To Heaven (1993) e Dead Man’s Shoes (1995). Além deles, existem algumas compilações e discos ao vivo, mas que pouco acrescentam para a história da banda.

A verdade é que o FM ficou devendo depois de seus dois primeiros discos, mas agora é a grande oportunidade para Steve Overland, Pete Jupp e Merv Goldsworthy mostrarem um grande trabalho. No presente momento, o cenário é favorável ao retorno da banda, tendo em vista que diversas bandas de AOR/rock melódico que se separaram nos anos 90 estão se reunindo e gravando novos discos.

FM – Metropolis

01. Wildside
02. Hollow
03. Unbreakable
04. Flamingo Road
05. Metropolis
06. Over You
07. Days Gone By
08. Bring Back Yesterday
09. I Ain’t The One
10. Don’t Need Nothin’
11. The Extra Mile
12. Who’ll Stop The Rain
13. Still The Fight Goes On

O disco Out Of The Silence da banda Dare

O tecladista Darren Wharton teve sua primeira aparição importante no cenário da música com apenas 17 anos (em 1980), quando participou da gravação do disco Chinatown da banda Thin Lizzy. Convidado por ninguém menos do que Phil Lynott, Wharton foi confirmado integrante oficial da banda no ano seguinte, quando gravou o disco Renegade.

Alguns anos depois, Wharton fundou a banda Dare e em 1988 lançou Out Of The Silence, que considero um dos melhores discos de AOR que bandas britânicas já fizeram. Em sua banda, Wharton assume os vocais e teclados, Vinny Burns (Asia) as guitarras, Brian Cox os teclados, Shelley (Ten) o baixo e James Ross a bateria. O disco começa com Abandon, que segue abaixo e que dispensa comentários.

Em 1989 a banda abriu shows para o Europe e foi desta turnê que foi tirado o vídeo da segunda música do álbum, chamada Into The Fire.

Na sequência deste maravilhoso disco, chega a belíssima e perfeita Nothing Is Stronger Than Love. Esta balada traz um excelente trabalho de backing vocals (adoro a harmonia que eles trazem para a música nos bridges e refrão), além de um grande solo de guitarra e um marcante teclado que se faz presente por toda a música.

Sem deixar você respirar muito, chega então Runaway, que é outro espetáculo de música. A quinta canção é Under The Sun que fica abaixo das anteriores e é uma das que menos me chamou a atenção neste disco e em sequência chega The Raindance, que fica devendo para as primeiras, mas já considero bem mais interessante do que Under The Sun.

King Of Spades é a sétima canção e outra marcante do disco. Pelo que parece, esta canção é dedicada a Phil Lynott, que faleceu em janeiro de 1986.

Fecham o disco as excelentes Heartbreaker, Return The Heart e Don’t Let Go. Reconheço que a voz de Wharton está longe de estar no topo, mas este álbum é com certeza um dos mais importantes da minha coleção. Os comentários dos discos seguintes ficam para outros posts, mas segue abaixo a discografia da banda, que lançou seu último disco no ano passado.

Out Of The Silence (1988);
Blood From Stone (1991);
Calm Before The Storm (1998);
Belief (2001);
Beneath The Shining Water (2004);
The Power Of Nature – Live In Munich (2005);
Arc Of The Dawn (2009).