Simon Says: AOR raro e de qualidade

Um disco que é totalmente difícil de se encontrar é o Spin This da banda canadense Simon Says. E se você o encontrar, provavelmente terá que pagar muito caro por ele. Este único disco foi lançado em 1991 e mesmo sendo um álbum independente, traz um AOR de primeira qualidade. A banda era formada por: Johnny Zatylny (vocal), Darryl Stevens e Tim Higgins (guitarra), Matthew Coull (teclado), Wayne Higgins (baixo) e Alan Knight (bateria).

O único problema do CD além de ser quase impossível de se achar, é que ele tem apenas sete faixas, sendo que uma delas é uma introdução, ou seja, são apenas seis músicas. Após a introdução, o disco começa com Love Thing e de cara você já vai perceber que o disco é muito bom e que não parece independente, pois foi muito bem produzido.

A terceira canção é Let Me Know, com um ritmo e refrão agradáveis. Em seguida, vem a balada When I See You Standing There, com piano e um belo solo de guitarra. Why In The World chega em sequência e traz outra música super agradável de se escutar.

A penúltima canção é Love Don’t Come Easy e foi a que mais gostei neste disco. Para fechar, o disco chega com The Promise, que fecha o CD com chave de ouro e realmente parece uma música para fechar um show ou um CD.

SIMON SAYS - Spin This

TNT e Tony Harnell: combinação perfeita

Um dos vocalistas que está entre os meus favoritos é Tony Harnell. O americano que tem uma das vozes mais agudas do hard rock foi o principal vocalista da banda norueguesa TNT entre 1987 e 2005.

A banda, que teve dois lançamentos antes de Harnell, começou a chamar a atenção a partir da entrada de Harnell na banda. Vale lembrar também que o fundador da banda é o técnico e excelente guitarrista Ronnie Le Tekro. Além deles, quem passou boa parte do tempo com o TNT foi o baixista Morty Black e o baterista Diesel Dahl.

O primeiro disco com a participação de Harnell é o Tell No Tales. E foi deste disco que saiu a grande canção 10.000 Lovers, um dos maiores hits da banda. Além dela, destacam-se também Listen To Your Heart, Northern Lights, Everyone’s A Star e As Far As The Eye Can See.

No ano de 1989 saiu o disco Intuition, outro clássico da banda. Neste disco se encontram as grandes canções Tonight I’m Falling, Intuition, Forever Shine On, Learn To Love e Take Me Down (Fallen Angel).

Em 1992 saiu o disco Realized Fantasies, que considero um pouco inferior aos dois antecessores, mas que tem como pontos altos as músicas: Downhill Racer, Hard To Say Goodbye, Lionheart, Rain e Mother Warned Me.

Após uma coletânea e dois discos ao vivo, saiu em 1997 o disco Firefly, aonde a banda mudou consideravelmente seu som. Quando você escuta este álbum, surge aquela questão: será que a banda que toca neste disco é da mesma que conheci anteriormente? Ainda assim, posso dizer que gostei das seguintes músicas: Month Of Sundays, Tripping, Soldier Of The Light e Daisy Jane.

O disco Transistor que saiu em 1999, traz as boas No Such Thing, Wide Awake, The Whole You’re Inn e Mousetrap.

E em 2004, a banda volta com um dos melhores discos daquele ano. My Religion é um daqueles discos em que todas as canções se destacam e que deve estar na coleção de todos os fãs de hard rock. Lonely Nights, She Needs Me e Live Today são grandes músicas, mas como disse anteriormente, o disco todo é excelente.

All The Way To The Sun é o último disco do TNT que conta com Harnell nos vocais. E este disco já não chega aos pés do My Religion, mas como sempre, a banda traz boas canções, aonde ficam em evidência The Letter, Save Your Love, Too Late e Sometimes.

Após este álbum, a banda lançou outros dois discos (The New Territory e Atlantis) com o vocalista Tonny Mills, que fora vocalista da banda britânica Shy. Não escutei ambos, uma vez que pelos comentários os álbuns são terríveis. É uma pena, pois adoro os discos do Shy e não esperava comentários tão ruins dos fãs de hard rock.

Grêmio empata com o Sport em casa

Em um dos jogos em que o resultado parecia um dos mais fáceis de se adivinhar, não deu a lógica. Jogando em casa e empurrado por sua torcida, o Grêmio apenas empatou com o penúltimo colocado do Campeonato Brasileiro e ocupa agora a sétima posição, com 40 pontos.

O time gaúcho saiu na frente do marcador logo no começo do jogo com um belo gol de Jonas, que pegou de primeira um cruzamento de Maxi López. Mas três minutos depois o Sport empatou com um gol de Vandinho (ex-Avaí e Flamengo) após cobrança de escanteio de Dutra e péssima saída de Marcelo Grohe, que substituiu o goleiro da Seleção Brasileira Victor, que estava lesionado.

Aos 27 minutos, o Grêmio voltou a comandar o placar com uma bela jogada do argentino Maxi López, que ao fugir de Durval, cortou o zagueiro Igor e chutou. Igor ainda desviou a bola que acabou encobrindo o goleiro Magrão.

Terminado o primeiro tempo, o Grêmio vencia a partida e tudo parecia que mais uma vitória do tricolor aconteceria, mas não foi isso que acabou ocorrendo. Aos 4 minutos do segundo tempo, em arrancada pela esquerda, o Sport chegou ao empate com um gol de Paulinho, que pegou o rebote do goleiro Marcelo Grohe em finalização do volante Andrade. Nesta, Marcelo não teve culpa: deixaram Andrade chutar sozinho da entrada da área e ninguém marcou o atacante do time pernambucano.

Pouco depois, o Grêmio teve chance de ouro, com um pênalti a seu favor. Porém o capitão Tcheco (que até tem um site pedindo a sua saída por um gremista revoltado) acabou desperdiçando a chance e Magrão (aquele mesmo que tomou o milésimo gol de Romário) fez grande defesa. Aos 14, Maxi López fez seu segundo gol em cobrança de escanteio batido por Souza e colocou os gaúchos novamente em vantagem.

Quando tudo parecia certo para os gaúchos, o Grêmio acabou levando novamente o empate. Em cobrança de falta da intermediária, em que pensei que a defesa gremista sairia para fazer a linha de impedimento, a bola acabou sobrando para Fininho empatar o jogo novamente e fechar o placar do jogo.

Paulo Autuori fez alterações óbvias e não tentou algo mais ousado: trocou um lateral esquerdo por outro (Lúcio entrou no lugar de Bruno Colaço), trocou seu zagueiro-lateral por outro (Mário Fernandes foi substituído por Willian Thiego) e um volante por outro (Túlio aquele mesmo do Botafogo e de passagem relâmpago pelo Corínthians, entrou no lugar de Adílson). Sendo assim, acabou sendo vaiado por parte da torcida gremista.

Apesar do péssimo resultado, vale lembrar que a distância do Grêmio para o G-4 é de apenas cinco pontos e que o time tem totais condições de tirar. Porém, os resultados fora de casa tem comprometido a campanha do Tricolor e por isso, até a torcida ainda tem um pé atrás quanto as chances do time conquistar uma vaga na Libertadores, já que os dois próximos jogos serão fora: contra o Atlético-PR em Curitiba e contra o Corínthians em São Paulo. Será que o Grêmio chega entre os quatro primeiros?