F-1 2010: o game da Codemasters

Para quem muito espera um game de F-1 para os consoles de nova geração, o tempo parece não andar. Porém, a Codemasters prometeu para o mês de setembro o novo game de F-1 que estará disponível para PC, Xbox 360 e PS3.

No ano passado, a Codemasters lançou o F-1 2009 apenas para PSP e Wii e isso soou como um teste para ver a reação dos fãs. Assim, a produtora do game poderia ter uma ideia dos lados positivo e negativo do que fizeram nesta versão de 2009 e a partir disso, aprimorar o jogo para os consoles mais modernos.

Para este ano, o game irá trazer a temporada de 2010, com o retorno de Schumi, todas as novas equipes (Mercedes, Lotus, Virgin e Hispania) e ainda o novo circuito da Coréia do Sul. E para a parte da jogabilidade, é prometido um novo sistema das condições climáticas das corridas e também do sistema de danos, que deve ser muito mais completo e próximo da realidade.

Por enquanto, muito pouco foi mostrado, mas abaixo segue um vídeo da Codemasters comentando um pouco mais sobre este game que com certeza é um dos mais esperados em 2010, juntamente com o Gran Turismo 5.

A banda de country music Blackhawk

No período em que tive contato com a country music, conheci muitos artistas que me agradaram bastante. E um destes artistas é a banda Blackhawk, que tinha como membros principais Henry Paul (vocal e bandolim), Van Stephenson (guitarra) e Dave Robbins (teclados). Daí você irá me perguntar: e o resto da banda, aonde está?

A resposta é simples: no universo da música country americana, existem muitos músicos que trabalham com diversos artistas na hora de gravar os álbuns, mas que não saem em turnê com estes artistas. Na grande maioria dos casos, os artistas tem seus músicos para tocar na estrada, mas que não participam das gravações. Sendo assim, é muito comum um tecladista ter tocado em 30 álbuns diferentes no mesmo ano. Para ficar mais fácil de explicar, é como se fossem músicos contratados de aluguel.

O primeiro disco do Blackhawk foi lançado em 1994 e leva o nome da banda. Este álbum trouxe alguns singles muito interessantes: Every Once In A While e That’s Just About Right (Goodbye Says It All e I Sure Can Smell The Rain são os outros singles deste disco). Além destas músicas, gosto muito também de Down In Flames e Let’em Whirl. Apesar de ter elementos da música country, também acho que estas músicas tem muitas melodias agradáveis.

Lançado em 1995, Strong Enough é o segundo disco da banda traz dois grandes clássicos: I’m Not Strong Enough To Say No (música de Robert ‘Mutt’ Lange, que produziu discos do Def Leppard) e Almost A Memory Now. Além destas canções, a música Big Guitar (country mais tradicional) foi lançada de single. Outro destaque deste disco fica para Like There Ain’t No Yesterday.

Creio que I’m Not Strong Enough To Say No tenha sido o maior hit da banda. E o clipe desta canção também é muito bom. No clipe é contada a história de um rapaz que faz teatro e se apaixona pela garota com quem ele trabalha e é o par dele na peça. Acontece que na vida real esta garota já possui um compromisso e o rapaz é obrigado a ficar apenas na vontade. Quem é que nunca gostou de alguém que não deveria?

O último disco que tive acesso da banda foi Love & Gravity, lançado em 1997. E com certeza o melhor deles. Na minha visão, em Love & Gravity a banda partiu para o AOR e rock melódico, com os elementos caracteríscos da música country deixados em segundo plano. Claro que existem violinos, steel guitar e bandolim, mas a maioria das músicas foge a esta regra.

Os singles que foram retirados deste disco foram Postmarked Birmingham e Hole In My Heart. Em Love & Gravity encontram-se outras excelentes músicas como Will You Be There (In The Morning), que foi lançada pelas irmãs Wilson da banda Heart, If That Was A Lie que leva os vocais de Van Stephenson e também It Ain’t About Love Anymore.

Recentemente, fiquei sabendo que Van Stephenson havia lançado dois discos de AOR (em 1984 saiu Righteous Anger e em 1986 Suspicious Heart) e que infelizmente ele veio a falecer em 2001 por conta de um câncer.

Após Love & Gravity, a banda ainda lançou com sua formação original o disco The Sky’s The Limit em 1998, mas infelizmente já não tive acesso a este disco. Mesmo após a perda de Van Stephenson, a banda lançou um último disco de estúdio em 2002, chamado Spirit Dancer e que também não tenho informações.

Bom, independente da curta história da banda e de conhecer apenas três discos, considero Blackhawk uma das grandes bandas da música country, mesmo sabendo que pelos EUA eles não tem a reputação e reconhecimento de outros grandes artistas.

New Religion, o novo disco da banda Crazy Lixx

Na última sexta-feira foi lançado na Europa o segundo álbum da banda Crazy Lixx, intitulado de New Religion. Loud Minority, o primeiro play desta banda, foi lançado em 2007 e teve uma levada bem mais sleaze do que este novo disco, que está muito mais melódico e consistente.

O produtor de New Religion foi Chris Laney, que lançou no ano passado o excelente trabalho solo Pure e que produziu o petardo Bring The Thunder, álbum de estreia da banda Dynazty.

Neste disco, o vocalista Danny Rexon me fez lembrar (e muito) do alemão Michael Bormann, ex Jaded Heart. Além de Rexon, formam a banda o guitarrista Andy Dawson, o baixista Loke Rivano e o baterista Joél Cirera.

Rock And A Hard Place abre o disco em grande estilo. E é esta fórmula que se percebe no disco como um todo: refrões marcantes, instrumentos muito bem tocados e produção de primeiríssima qualidade. A segunda música é My Medicine e foi uma das que mais me surpreendeu, tendo em vista que esta canção é totalmente a cara de Def Leppard e não esperava isso de uma banda que começou com fortes tendências do sleaze.

21 ‘Til I Die é a terceira faixa e já tem muito mais de Crashdiet, ao mesmo tempo em que o refrão traz os backing vocals que faziam as bandas dos anos 80. Blame It On Love chega em sequência e mantém o nivel do disco lá em cima, conforme vocês podem ver no vídeo abaixo.

Em Road To Babylon destaque mais uma vez para o excelente trabalho das guitarras de Andy Dawson, que neste disco substituiu o guitarrista Vic Zino que foi para o Hardcore Superstar. Children Of The Cross é uma semi-balada e que chega para mostrar o quanto a banda está afiada. Em The Withcing Hour, é totalmente visível a produção de Chris Laney, pois esta música é a cara do que ele fez no seu disco solo.

Lock Up Your Daughter é totalmente hair metal dos anos 80 e She’s Mine é a música seguinte, que ficou devendo se comparada com as antecessores. Chega então What Of Our Love, a balada do disco que ficou simplesmente sensacional. Foi escutando esta canção que lembrei instantaneamente de Michael Bormann.

Para não dizer que o disco é perfeito, o disco traz a música instrumental Desert Bloom, de apenas 45 segundos e que não precisava estar ali. Para fechar, chega então Voodoo Woman, que fecha o disco em grande estilo e que faz de New Religion um dos destaques deste ano até agora.