A banda de country music Blackhawk

No período em que tive contato com a country music, conheci muitos artistas que me agradaram bastante. E um destes artistas é a banda Blackhawk, que tinha como membros principais Henry Paul (vocal e bandolim), Van Stephenson (guitarra) e Dave Robbins (teclados). Daí você irá me perguntar: e o resto da banda, aonde está?

A resposta é simples: no universo da música country americana, existem muitos músicos que trabalham com diversos artistas na hora de gravar os álbuns, mas que não saem em turnê com estes artistas. Na grande maioria dos casos, os artistas tem seus músicos para tocar na estrada, mas que não participam das gravações. Sendo assim, é muito comum um tecladista ter tocado em 30 álbuns diferentes no mesmo ano. Para ficar mais fácil de explicar, é como se fossem músicos contratados de aluguel.

O primeiro disco do Blackhawk foi lançado em 1994 e leva o nome da banda. Este álbum trouxe alguns singles muito interessantes: Every Once In A While e That’s Just About Right (Goodbye Says It All e I Sure Can Smell The Rain são os outros singles deste disco). Além destas músicas, gosto muito também de Down In Flames e Let’em Whirl. Apesar de ter elementos da música country, também acho que estas músicas tem muitas melodias agradáveis.

Lançado em 1995, Strong Enough é o segundo disco da banda traz dois grandes clássicos: I’m Not Strong Enough To Say No (música de Robert ‘Mutt’ Lange, que produziu discos do Def Leppard) e Almost A Memory Now. Além destas canções, a música Big Guitar (country mais tradicional) foi lançada de single. Outro destaque deste disco fica para Like There Ain’t No Yesterday.

Creio que I’m Not Strong Enough To Say No tenha sido o maior hit da banda. E o clipe desta canção também é muito bom. No clipe é contada a história de um rapaz que faz teatro e se apaixona pela garota com quem ele trabalha e é o par dele na peça. Acontece que na vida real esta garota já possui um compromisso e o rapaz é obrigado a ficar apenas na vontade. Quem é que nunca gostou de alguém que não deveria?

O último disco que tive acesso da banda foi Love & Gravity, lançado em 1997. E com certeza o melhor deles. Na minha visão, em Love & Gravity a banda partiu para o AOR e rock melódico, com os elementos caracteríscos da música country deixados em segundo plano. Claro que existem violinos, steel guitar e bandolim, mas a maioria das músicas foge a esta regra.

Os singles que foram retirados deste disco foram Postmarked Birmingham e Hole In My Heart. Em Love & Gravity encontram-se outras excelentes músicas como Will You Be There (In The Morning), que foi lançada pelas irmãs Wilson da banda Heart, If That Was A Lie que leva os vocais de Van Stephenson e também It Ain’t About Love Anymore.

Recentemente, fiquei sabendo que Van Stephenson havia lançado dois discos de AOR (em 1984 saiu Righteous Anger e em 1986 Suspicious Heart) e que infelizmente ele veio a falecer em 2001 por conta de um câncer.

Após Love & Gravity, a banda ainda lançou com sua formação original o disco The Sky’s The Limit em 1998, mas infelizmente já não tive acesso a este disco. Mesmo após a perda de Van Stephenson, a banda lançou um último disco de estúdio em 2002, chamado Spirit Dancer e que também não tenho informações.

Bom, independente da curta história da banda e de conhecer apenas três discos, considero Blackhawk uma das grandes bandas da música country, mesmo sabendo que pelos EUA eles não tem a reputação e reconhecimento de outros grandes artistas.

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